Um mergulho técnico nos espectrofotômetros uv-vis³ e infravermelho

Os espectrofotômetros em laboratórios são amplamente utilizados para a análise de substâncias em diferentes segmentos industriais e científicos. Seja no controle de qualidade, no desenvolvimento farmacêutico, em pesquisas ambientais ou na indústria alimentícia, a precisão analítica é inegociável. Justamente por  isso é que esses equipamentos são tão relevantes, especialmente os modelos que operam nas faixas de luz ultravioleta-visível (UV-Vis³) e infravermelho (IV). Compreender as distinções técnicas entre esses dois equipamentos é, portanto, fundamental para orientar a escolha adequada conforme o objetivo da análise.

A espectrofotometria baseia-se na interação da luz com a matéria. Enquanto o modelo UV-Vis³ mede a absorção de radiação eletromagnética nas faixas do ultravioleta (200–400 nm) e visível (400–700 nm), os espectrofotômetros de infravermelho atuam com comprimentos de onda mais longos, entre 700 nm e 1 mm, sendo comumente utilizados na faixa do infravermelho médio (4000–400 cm⁻¹). Essa diferença fundamental determina suas aplicações e a natureza das análises que cada um pode realizar com maior eficiência.

UV-Vis³ ou IV, qual escolher para cada aplicação?

Os espectrofotômetros UV-Vis³ são normalmente utilizados para quantificar compostos orgânicos e inorgânicos que apresentam cromóforos — grupos químicos capazes de absorver luz na faixa UV ou visível. Por isso, são essenciais em análises de concentração de substâncias em soluções, como vitaminas, fármacos, metais de transição, corantes, entre outros. Setores como o farmacêutico e o ambiental dependem fortemente dessa tecnologia. No controle de qualidade de medicamentos, por exemplo, o UV-Vis³ permite detectar impurezas em concentrações extremamente baixas. Já em laboratórios ambientais, esse equipamento auxilia na detecção de nitratos, fosfatos e outros poluentes na água.

Segundo a MarketsandMarkets, o mercado global de espectrofotometria UV-Vis foi avaliado em cerca de US$ 1,2 bilhão em 2023, com projeção de crescimento médio anual de 5,6% até 2028. Esse aumento reflete o interesse crescente por metodologias analíticas de alta sensibilidade e reprodutibilidade.

Por outro lado, os espectrofotômetros de infravermelho são os preferidos quando se trata de identificar ligações moleculares e caracterizar compostos orgânicos complexos. Eles operam por meio da absorção de energia vibracional, permitindo identificar grupos funcionais em uma molécula. Essa técnica é indispensável em análises qualitativas — sobretudo no desenvolvimento de polímeros, petroquímicos, produtos alimentícios e cosméticos. Um dos grandes diferenciais do IV é a capacidade de realizar análises em estado sólido, líquido ou gasoso, sem necessidade de preparo extensivo da amostra.

A espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), por exemplo, é uma evolução que oferece resultados mais rápidos e precisos. Em 2022, o mercado global de FTIR foi estimado em US$ 770 milhões, com expectativa de alcançar US$ 1,1 bilhão até 2027, conforme dados da Grand View Research. Esse crescimento é impulsionado pela ampliação do uso da técnica em indústrias reguladas, como a farmacêutica e a de alimentos. Essa cifra só tem crescido nos últimos 3 anos.

É importante destacar que os espectrofotômetros em laboratórios não são concorrentes entre si, mas sim complementares. Enquanto o UV-Vis³ fornece dados quantitativos com excelente reprodutibilidade, o IV oferece informações estruturais e funcionais da amostra. A escolha entre um ou outro — ou a utilização de ambos — depende da pergunta analítica a ser respondida.

Critérios de escolha e o papel da qualidade analítica

Ao selecionar um espectrofotômetro, deve-se levar em conta a natureza da amostra, o tipo de informação desejada (quantitativa ou qualitativa), a matriz na qual o analito se encontra e o nível de sensibilidade necessário. Além disso, fatores como facilidade de uso, automação, manutenção, suporte técnico e compatibilidade com software de análise são diferenciais importantes no momento da aquisição.

No contexto de produção em escala industrial, os espectrofotômetros UV-Vis³ são amplamente integrados a sistemas automatizados de controle de processo, permitindo monitoramento em tempo real. Já os equipamentos de infravermelho são amplamente utilizados na validação de identidade de matérias-primas e no desenvolvimento de novos produtos, onde o detalhamento estrutural é indispensável.

A presença de espectrofotômetros em laboratórios é um indicativo da seriedade e do rigor com que a análise de dados é conduzida. E à medida que normas regulatórias se tornam mais exigentes — como no caso da Anvisa ou da ISO/IEC 17025 —, possuir instrumentos precisos e validados se torna uma exigência, não apenas uma vantagem.

Cabe ressaltar que o uso combinado das duas tecnologias permite análises mais robustas e seguras. Um exemplo prático é a análise de corantes em alimentos: o UV-Vis³ pode quantificar a concentração com exatidão, enquanto o IV pode confirmar a identidade química e detectar adulterações.

Em síntese, os espectrofotômetros em laboratórios desempenham um papel multifuncional que vai muito além da simples medição de absorbância. Eles são ferramentas de decisão, diagnóstico, validação e inovação.

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